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A BRILHANTE HISTÓRIA DA MULHER PERIFÉRICA QUE TROUXE A FLOR DE CBD PARA O BRASIL

Conheça a história de AnaLu, a CEO da Just Hemp Brasil que revolucionou o mercado da cannabis no Brasil.


“Eu sempre acreditei que o caminho para o sucesso era oferecer um serviço ou produto que ajudasse a vida das pessoas, eu acreditei tanto no potencial da cannabis e nas pessoas que estavam trabalhando nela que embarquei literalmente nessa aventura”. E assim fez Ana Luiza Silva Rios ou simplesmente Analu, a renomada CEO da empresa Just Hemp Brasil, que trouxe a primeira flor de cannabis in natura para o Brasil.


Considerada revolucionária, a Just Hemp Brasil nasceu com o intuito de romper com paradigmas sociais, promovendo desta forma a conscientização e educação da população sobre a cannabis como aliada para a cura e tratamento de diversas doenças.


“Eu penso que inconscientemente eu acabei quebrando um ciclo de marginalização da erva. Hoje eu vejo inúmeros médicos sem medo de prescrever a flor para o paciente”.

MAS AFINAL, QUEM É A MULHER POR TRÁS DA JUST HEMP BRASIL?

Nascida no subúrbio de Belo Horizonte, Ana Luiza Silva Rios vem de uma família proeminente negra e humilde, sendo filha única de pai padeiro e mãe cabeleireira. Durante a sua infância, a mineira sofreu bullying dentro de casa e na escola, pois sofria de gagueira. Mais tarde, Analu foi diagnosticada, ainda, com ADHD. No entanto, nada disso a impediu de tirar boas notas na escola e correr atrás de seus sonhos.



Ainda na infância, conseguiu ingressar em uma escola Adventista através de uma bolsa de estudos. Na instituição de ensino religioso, a futura empreendedora estudou dos 5 aos 14 anos, onde aprendeu os preceitos da Bíblia. Contudo, no oitavo ano foi expulsa do colégio. A partir disso, passou a questionar as regras do ensino arcaico.


“Hoje eu entendo que o ensino tradicional não mede a verdadeira inteligência, ele nos molda apenas para sermos iguais uns aos outros, é o sistema, não tem como fugir. Fui entender isso anos mais tarde quando me deparei com o menino mais inteligente da minha sala, ele estava trabalhando no banco e parecia infeliz”, disse a CEO da Just Hemp Brasil.


Depois de ser expulsa de uma escola super religiosa, Analu passou por diversos contratempos em sua vida pessoal, desde contatos com drogas até mesmo um aborto aos 19 anos. Todavia, a jovem superou as dificuldades e foi atrás dos seus sonhos, entre eles de ter o seu próprio negócio.


A MUDANÇA DE VIDA E O CONTATO COM A CANNABIS

Após vender todos os ingressos da sua formatura da faculdade em Engenharia Ambiental, Analu conseguiu 15 mil reais, que usou para investir em um intercambio na Europa, junto com uma quantia emprestada pela sua tia.


Com o dinheiro contado, a jovem optou por uma escola de inglês mais em conta financeiramente. Todavia, até então ela nunca havia saído do Brasil e o seu intuito era de ficar apenas 1 ano fora do país — mas acabou não voltando e hoje vive na Europa.


“Esta viagem mudou a minha vida de todas as formas, eu não me conhecia até então, era como se eu seguisse um rebanho, eu não sabia quem eu era até eu entrar dentro daquele avião”.


No entanto, no começo não foi nada fácil para Analu. Na Irlanda ela sofreu muito preconceito por ser uma mulher preta e brasileira. Além disso, o fato de não dominar o inglês a fez sofrer ainda mais com a solidão. Por outro lado, foi na Europa que ela conheceu a cannabis de forma industrial e medicinal, fato que mudou sua vida por completo.


Em parceria com Michael Geoghegan, hoje em dia CEO da Just Hemp Europa, a empreendedora decidiu investir neste mercado, usando seus conhecimentos em engenharia ambiental e a vontade de transformar a vida das pessoas através de um serviço revolucionário. A partir disso, em 2017, Michael ajudou Analu a entender melhor as leis vigentes na União Europeia. Até então a empresa se chamava G&R Distribution, na qual fazia pequenas negociações com fornecedores, vendia cartuchos de D9, importava dos EUA e vendia na Irlanda.


Àquela altura, Analu trabalhava paralelamente no projeto da Just Hemp. Pensando nisso, ela chegou a contatar alguns amigos para participar do novo empreendimento, mas muitos tinham medo e preconceito com a indústria da cannabis.

Nesse meio tempo, a jovem foi contemplada com uma bolsa de estudos integral pela Universidade de Padova na Itália, que lhe abriu portas para ingressar no mercado que almejava.


Em Padova, localizada no distrito de Veneza, Michael e Analu encontraram a oportunidade perfeita para investir nos negócios da cannabis. Embora não tivessem muito a oferecer, os empreendedores fizeram inúmeros contatos durante um ano e graças a esse esforço conseguiram fechar o primeiro contrato.


“O que me motivou entrar nesta indústria foi a causa porque ela foi proibida, a planta e a discriminação racial têm praticamente a mesma história. Mesmo a planta tendo tanto a oferecer ela foi criminalizada e essa mentalidade foi passada de geração para geração. Eu queria quebrar essa corrente e eu via que a Europa já estava fazendo isso de maneira louvável e fiquei pensando que o Brasil estava muito atrasado nesta questão”, comentou a CEO da Just Hemp Brasil.


A PRIMEIRA IMPORTAÇÃO DE FLOR DE CANNABIS IN NATURA PARA O BRASIL E OS AVANÇOS

A partir da sua experiência como engenheira ambiental, Analu decidiu juntar seus conhecimentos nesta área para oferecer serviços dentro do mercado da cannabis. Para a empreendedora, o Brasil tem muito potencial para crescer nesse ramo, ao mesmo ajudar o planeta e consequentemente a sociedade como um todo. Para a felicidade de Analu, os negócios só cresceram ainda mais nos últimos anos.


Em 2021, a ANVISA autorizou a primeira flor de cannabis in natura no Brasil, sob prescrição médica e através da empresa Just Hemp CBD. Tal fato foi um grande marco na carreira da mineira que sempre sonhou em ter um negócio de sucesso e que ao mesmo tempo pudesse ajudar as pessoas.



Segundo a CEO, graças ao trabalho de grandes advogados da saúde, foi possível ampliar esse mercado no Brasil, melhorando a qualidade de vida de diversos pacientes no país e ao mesmo tempo ajudando associações que trabalham em prol da causa. Portanto, para Analu, a educação é fundamental para transformar usuários em pacientes. Contudo, isso só será possível através da democratização da planta, de forma a quebrar com preconceitos e paradigmas sobre a cannabis.


Por outro lado, a cada dia que passa mais profissionais da saúde já prescrevem o tratamento, contribuindo para a conscientização do tema. Conforme Analu, é importante frisar que todo mundo que utiliza a cannabis, usa para fins terapêuticos, mas isso vai depender da dose aplicada. Portanto, o conhecimento sobre o assunto é fundamental para avanços das próximas gerações.


“Essa planta é maravilhosa, ajuda milhares de pessoas todos os dias, e pode ser cultivada no quintal, afinal é uma planta”.
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