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Cannabis trata infecção urinária?

Updated: Jul 12

Infecção urinária e cistite são os termos de maior procura por mulheres brasileiras no Google Trends nos últimos 12 meses. com índice de 88% nas buscas. Uau! O motivo: grande parcela das pessoas que recebem atendimento médico por causa de sintomas da infecção urinária, cistite e infecção do trato urinário é mulher, por causa da anatomia feminina, cuja uretra é mais próxima do ânus, região em que proliferam bactérias causadoras do problema.

Por isso, ter uma boa higiene íntima, não segurar o xixi após o sexo e beber muita água é vital para não sofrer da queimação insuportável na hora de urinar, característica mais evidente infecção, alem da urina escura, com mau cheiro e, muitas vezes, com sangue e muita dor.

Para se ter uma dimensão, no Estado de São Paulo, 94 pessoas por dia vão aos hospitais públicos estaduais por este motivo. “Segundo levantamento feito pela Secretaria da Saúde, somente em 2014 foram registradas 34.343 internações pela infecção, das quais 66,6% eram de pacientes do sexo feminino. O período de janeiro a março correspondeu a 28% das internações”.


A infecção urinária “é definida pela presença de bactéria na urina tendo como limite mínimo definido a existência de 100.000 unidades formadoras de colônias bacterianas por mililitro de urina (ufc/ml).Os sinais e sintomas associados à infecção urinária incluem polaciúria, urgência miccional, disúria, alteração na coloração e no aspecto da urina, com surgimento de urina turva acompanhada de alterações no sedimento urinário, hematúria e piúria (>10.000 leucócitos/mL). É comum a ocorrência de dor abdominal mais notadamente em topografia do hipogástrio (projeção da bexiga) e no dorso (projeção dos rins) podendo surgir febre. A infecção urinária pode ser sintomática ou assintomática, recebendo na ausência de sintomas denominação de bacteriúria assintomática. Quanto à localização, é classificada como baixa ou alta. A ITU pode comprometer somente o trato urinário baixo, caracterizando o diagnóstico de cistite, ou afetar simultaneamente o trato urinário inferior e o superior, configurando infecção urinária alta, também denominada de pielonefrite. A ITU baixa (cistite) apresenta-se habitualmente com disúria, urgência miccional, polaciúria, nictúria e dor suprapúbica. A febre nas infecções baixas não é um sintoma usual. O antecedente de episódios prévios de cistite deve sempre ser valorizado na história clínica. A urina pode se apresentar turva, pela presença de piúria, e/ou avermelhada, pela presença de sangue, causada pela presença de litíase e/ou pelo próprio processo inflamatório. (14)


Os primeiros estudos sobre o papel dos receptores endocanabinóides no trato urinário foram motivados pelos “efeitos terapêuticos dos canabinóides na disfunção miccional em pacientes com esclerose múltipla”. Dois estudos com seres humanos deram resultados positivos para administração de CB1 e CB2 para combater inflamações e dores na região pélvica.


Os canabinóides, os componentes ativos da Cannabis sativa (maconha) e seus derivados produzem um amplo espectro de efeitos centrais e periféricos, alguns dos quais podem ter aplicações clínicas. A descoberta de receptores canabinóides específicos e uma família de ligantes endógenos desses receptores atraiu muita atenção à farmacologia geral dos canabinóides. Nos últimos anos, estudos sobre o papel funcional dos receptores canabinóides na bexiga foram motivados pelos efeitos terapêuticos dos canabinóides na disfunção miccional em pacientes com esclerose múltipla. Uma maior compreensão do papel do sistema periférico dos receptores CB1 e CB2 no trato urinário inferior é necessário para permitir o desenvolvimento de um novo tratamento para distúrbios pélvicos. (...)


Dada a expressão onipresente dos receptores CB1 e CB 2 , demonstrou-se que os canabinóides produzem um amplo espectro de efeitos, incluindo indução de proliferação, parada do crescimento ou apoptose em várias células, incluindo neurônios, linfócitos e várias células neurais e não neurais. Alterações no sistema reprodutivo produzido pela cannabis motivaram os estudos que levaram à descoberta. Os receptores CB1 foram detectados no testículo, próstata e ducto deferente. Além disso, na expressão de CB1 funcional também foram detectados receptores no esperma e presença da anandamida endocanabinóide arquetípica nas secreções reprodutivas. Portanto, pode-se dizer que a descoberta de receptores canabinóides na bexiga foi possível através da descoberta desses receptores metabotrópicos em outros órgãos revestidores do trato geniturinário. (...)Os ligantes endógenos para esses receptores são chamados endocanabinóides (BCE), que são anandamida, 2-araquidonoil glicerol, virodamina e éter noladino (éter 2-araquidonilglicerol). (...) Os resultados de um grande ensaio clínico randomizado, controlado e multicêntrico, recentemente concluído, conhecido como canabinóides no estudo de esclerose múltipla (CAMS) despertaram o interesse em estudar a expressão de receptores canabinóides no tecido da bexiga residente de urotélio e detrusor. O estudo CAMS center randomizou 630 pacientes para receber administração oral de extrato de cannabis, Δ 9 -THC ou um placebo correspondente. Os pacientes completaram diários de incontinência durante todo o estudo. Redução significativa em episódios de incontinência de urgência e melhoria no controle da linha de base da bexiga foram observados no final do estudo com a utilização de extracto de cannabis (38%) ou Δ 9 -THC (redução de 33%). O pequeno aumento na eficácia do extrato de cannabis sobre o Δ 9 -THC puro parece sugerir que outros ingredientes além do Δ 9- THC no extrato de maconha, como CBD e CBN, podem antagonizar alguns dos efeitos indesejáveis ​​do Δ 9- THC e contribuir positivamente para sintomas da bexiga. O braço placebo do estudo mostrou apenas uma redução de 18% nos episódios incontinentes em relação à linha de base para sugerir um efeito clínico distinto dos canabinóides nos sintomas da bexiga”. Tais experimentos chamaram atenção dos pesquisadores para o uso de cannabis medicinal no tratamento de distúrbios no trato urinário, inclusive, a infecção do tipo cistite


A busca contínua por estratégias terapêuticas baseadas em canabinóides, desprovidas de efeitos psicotrópicos, pode ser complementada com a entrega local na bexiga pela via intravesical. Uma maior compreensão do papel do sistema periférico dos receptores CB1 e CB 2 no trato urinário inferior é necessário para permitir o desenvolvimento de um novo tratamento para distúrbios pélvicos.


Foi demonstrado que “os canabinóides exercem efeitos analgésicos e anti-inflamatórios, e os efeitos dos canabinóides são mediados principalmente pelos receptores 1 e 2 dos canabinóides (CB1 e CB2). Tanto o CB1 quanto o CB2 estão presentes em bexigas de várias espécies, incluindo humanos, macacos e roedores, e parece que o CB2 é altamente expresso nas células uroteliais. Investigamos se o tratamento com o agonista CB2 GP1a alterando a gravidade da cistite experimental induzida pela acroleína e refere a hiperalgesia mecânica associada à cistite. Também investigamos se as proteínas quinases ativadas por mitogênio (MAPK), ERK1 / 2, p38 e JNK estão envolvidas nas funções do CB2.

Descobrimos que o tratamento com o agonista CB2 seletivo GP1a (1-10 mg / kg, ip) inibiu a gravidade da inflamação da bexiga 3h após a instilação intravesical de acroleína de maneira dependente da dose, e a inibição alcançou significância na dose de 10 mg / kg (P <0,05). O tratamento com GP1a (10 mg / kg) inibiu a hiperalgesia mecânica referida associada à cistite (P <0,05). Os efeitos inibitórios do agonista de CB2 foram prevenidos pelo antagonista seletivo de CB2 AM630 (10 mg / kg, sc). Demonstramos ainda que os efeitos inibitórios do CB2 parecem ser pelo menos parcialmente mediados pela redução da ativação induzida por inflamação da bexiga da via ERK1 / 2 MAPK. Os resultados do presente estudo indicam que o CB2 é um alvo terapêutico potencial para o tratamento da inflamação e dor da bexiga em pacientes. O tratamento com GP1a (10 mg / kg) inibiu a hiperalgesia mecânica referida associada à cistite (P <0,05). Os efeitos inibitórios do agonista de CB2 foram prevenidos pelo antagonista seletivo de CB2 AM630 (10 mg / kg, sc). Foi demonstrado que os efeitos inibitórios do CB2 parecem ser pelo menos parcialmente mediados pela redução da ativação induzida por inflamação da bexiga da via ERK1 / 2 MAPK. Os resultados do presente estudo indicam que o CB2 é um alvo terapêutico potencial para o tratamento da inflamação e dor da bexiga em pacientes. O tratamento com GP1a (10 mg / kg) inibiu a hiperalgesia mecânica referida associada à cistite (P <0,05). Os efeitos inibitórios do agonista de CB2 foram prevenidos pelo antagonista seletivo de CB2 AM630 (10 mg / kg, sc). Demonstramos ainda que os efeitos inibitórios do CB2 parecem ser pelo menos parcialmente mediados pela redução da ativação induzida por inflamação da bexiga da via ERK1 / 2 MAPK”.(16)


Outro estudo feito em Viena com uma mulher de 31 anos que sofria de cistite aguda também mostrou-se positivo.

Experimentos com camundongos também se mostraram positivos para uso da cannabis medicinal no tratamento da infeção do trato urinário conforme é possível verificar neste estudo: em que foi investigado o tratamento com o agonista seletivo do receptor 2 de canabinóide GP1a melhoraria a gravidade da cistite experimental. Determinaram a associação da hiperalgesia referida e o aumento da frequência urinária após o estabelecimento de cistite em camundongos por instilação intravesical de acroleína.

A cistite foi induzida por instilação intravesical de acroleína em camundongos fêmeas C57BL / 6NH. Os ratos foram tratados com GP1a (10 mg / kg por via intraperitoneal) ou veículo 3,5, 22 e 30 horas após a instilação da acroleína.

Os ratos foram testados quanto à sensibilidade mecânica das patas traseiras. A micção voluntária a curto prazo foi avaliada através da quantificação das manchas na urina de ratos em movimento livre. As bexigas foram coletadas, pesadas e processadas para análise imuno-histoquímica, histológica e de imunotransferência.

48 horas após a instilação da acroleína, a bexiga de todos os ratos apresentou evidência histológica de inflamação. A gravidade do edema e o aumento do peso da bexiga foram inibidos em animais tratados com agonista do receptor 2 canabinóide (p <0,05). Nem a cistite nem o tratamento com GP1a ou AM630 (antagonista seletivo do receptor 2 de canabinóide) mais GP1a pareciam alterar a abundância de imunorreatividade do tipo 2 do receptor de canabinóide no urotélio. A sensibilidade mecânica aumentou significativamente após a acroleína e o aumento foi atenuado em camundongos tratados com agonista do receptor 2 canabinóide (p <0,05). O número de manchas na urina de pequeno diâmetro aumentou significativamente após a acroleína e o tratamento com GP1a atenuou esse aumento (p <0,05). Os efeitos da GP1a foram evitados pelo AM630. Conclui-se que o tratamento com um agonista seletivo do receptor 2 canabinóide 2 diminuiu a gravidade da cistite induzida por acroleína estabelecida e inibiu a inflamação da bexiga, aumentando a sensibilidade mecânica referida e a frequência urinária da bexiga. Nossos dados indicam que o receptor canabinóide 2 é um alvo terapêutico potencial para o tratamento de doenças inflamatórias dolorosas da bexiga” VALE A PENA, SIM! Para saber mais sobre a possibilidade de utilizar a cannabis contra a infecção urinária, conversamos com Elaine Joyce. Ela é terapeuta canábica, fisioterapeuta pélvica formada Uninove, pós graduada em Fisiologia do Exercício no Envelhecimento na Universidade de São Paulo e em Saúde da Mulher e do Homem pela Santa Casa de São Paulo, com especializações em RPG , Acupuntura, Consultoria em Aleitamento Materno, Fisioterapia em Obstetrícia e Disfunções Sexuais Femininas. Sobre o tema, a fisioterapeuta afirma bastante otimista: O tratamento com cannabis medicinal é indicado para Bexiga Dolorosa, que é uma infecção urinária recorrente em um período de, no mínimo, mais de dois episódios em seis meses. Conhecida outrora como cistite intersticial, a condição tem os mesmos sintomas da infecção urinária, dor ao urinar, fluxo fininho, sente peso na bexiga. Todos esses desconfortos se transferem para todas as esferas da paciente, que não consegue trabalhar ou manter relação sexual. A infecção urinária tem fundo emocional, ocorre bastante entre mulheres muito tensas e ansiosas porque ficam contraindo a parte de baixo assoalho pélvico, a mulher fica contraindo aquela região, está estressada, tensa. Desta forma, isso facilita contrações de bexiga, vai no banheiro e volta, surge a urgência urinária com fluxo reduzido. Utilizar a Cannabis também é um bom preventivo porque melhora a imunidade, dificultando a ocorrência da doença. Os canabinoides também são aliados contra a dor e com o emocional.

QUER SABER MAIS? Você sabia que o aparelho reprodutor feminino é cheio de receptores endocanabinóides?


Por isso, a Cannabis é a melhor amiga das mulheres para combater diversas patologias que tiram o sossego da saúde íntima, causando muito constrangimento e desconforto.


Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, a Xah com Mariaz vai trazer durante todo o mês de março muita informação sobre o uso da Cannabis para a saúde feminina na estreia do Weed News - Viralizando Verdades da Cannabis.


O projeto utiliza animações aliadas aos recursos das “fake news” para viralizar notícias verdadeiras sobre os benefícios da Cannabis na saúde feminina. A ideia é originária de um TCC do Curso Livre de Cannabis Medicinal da UNIFESP, em homenagem ao falecido Padre Ticão, um dos maiores ativistas pela educação canábica no Brasil.


Com patrocínio exclusivo da USA Hemp Brasil, uma empresa de uma família brasileira cheia de mulheres incríveis sediada nos Estados Unidos, e que apresenta esta edição do Weed News, a jornada de conteúdo vai se aprofundar nas patologias mais pesquisadas pelo público feminino no Google. No sábado, 2/4, às 15h, será realizado um workshop gratuito sobre saúde feminina e Cannabis, feito pela Xah com Mariaz e a USA Hemp Brasil, com a Dra Amanda Medeiros Dias, que mescla a medicina com aromaterapia e cromoterapia, com foco na visão holística do paciente, ela é prescritora e paciente de cannabis medicinal. Diretora técnica no Instituto Coração Valente e médica voluntária em projetos da Unidos pela Amazônia. Na atividade, as mulheres vão entender melhor as interações da cannabis no aparelho reprodutor feminino, além de compreender mais sobre dosagens e formatos de aplicação e uso. Clique AQUI para se inscrever no workshop! https://forms.gle/CbkGkLLrac7aAoeQ6 INFOS:

-Instagram:@xahcommariaz -Site: xahcommariaz.com - Instagram: @usahempbrasil -Site: USA Hemp Brasil

- Youtube: USA Hemp Brasil ARTES E FOTOS: CATHARINA SULEIMAN QUER SABER AS FONTES DE PESQUISAS UTILIZADAS NO POST ? ENTÃO ACESSE O TCC "FEMININA GANJA" E CONFIRA!

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