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Conheça o congresso canábico da Dr. Cannabis

Nos dias 3, 4 e 5 de agosto acontece o CNABIS, II Congresso Digital de Cannabis Medicinal, criado pela Dr. Cannabis para acadêmicos e profissionais que têm interesse na terapêutica canábica. A Xah com Mariaz é uma das marcas apoiadoras do evento, que é gratuito. Todo cidadã brasileira tem direito a se tratar com cannabis medicinal e talvez você não saiba disso. Se você quiser exercer esse direito, procure pela Dr. Cannabis e torne essa conexão realidade. Graças ao espírito empreendedor de Viviane Sedola, em 2018, surgiu a Dr. Cannabis, uma startup capaz de resolver o problema dos médicos que precisam de ajuda para prescrever a Cannabis, e auxilia o paciente que não sabe como conseguir o medicamento. A Dr. Cannabis já conectou mais de 3 mil pacientes a mais de 300 profissionais. Após receber um aporte de 2 milhões em 2020, a empresa vai atuar na compilação de dados do tratamento canábico de pacientes. Mais do que prestar um serviço inovador, a Dr. Cannabis faz história ao quebrar o tabu envolvendo o uso da Cannabis medicinal entre pacientes e médicos. Hoje, Viviane Sedola é uma das maiores referências no Brasil e no mundo quando o tema é cannabis e saúde. Ela é a única brasileira a figurar no ranking das 50 mulheres influentes da Cannabis feito pela High Times, a mais renomada revista de lifestyle canábico do planeta. Antes de mergulhar no universo da Cannabis, Viviane Sedola construiu uma trajetória profissional marcada pela inovação, que resultou na visão precoce do enorme potencial do mercado canábico brasileiro. Relações-públicas de formação, Viviane começou a trabalhar em startups no Groupon. Ela é co-fundadora da plataforma de crowdfunding Kickante, na qual adquiriu a expertise em viabilização de projetos ao lado da empresária Candice Pascoal.


Confira a entrevista de Viviane Sedola para a Xah com Mariaz na qual ela conta as novidades do CNABIS 21, fala mais sobre a história dela no mundo dos negócios, e dá dicas valiosas sobre crowdfunding.


Leia e compreenda porque Viviane Sedola representa as mulheres brasileiras no mercado canábico internacional de forma inspiradora.

-CNABIS 2021 - Quais são os destaques e novidades desta edição?


O segundo ano do Congresso de Cannabis Medicinal será maior. Chegamos mais experientes para este evento, tivemos muitas surpresas positivas na primeira edição com a participação do "papa da Cannabis", o Prof Raphael Mechoulam e vários outros profissionais renomados.


Neste ano, temos o desafio de não nos repetir em termos de conteúdo, de apresentar

os estudos mais recentes mas, acima de tudo, criamos um dia com conteúdo exclusivo para médicos. Isso nos dá a liberdade de entrar em detalhes e palestras mais técnicas que vão, de fato, ajudar o médico a começar ou aprimorar a sua prática clínica canabinoide.


Outra novidade importante é o curso Cannabis Medicinal do Zero, também para

médicos, que será lançado durante o congresso. Muitos médicos querem um apoio maior para começar a prescrever em seus consultórios e, este ano, além de todo o conteúdo do CNABIS ele poderá se inscrever na primeira turma do curso e ter orientações mais dirigidas.


-Como foi seu primeiro contato com o universo das startups ?

Foi em 2010, quando entrei no Groupon e diziam pelos corredores: somos uma startup. Aprendi na prática e me identifiquei muito rápido com as oportunidades e a velocidade com que um negócio iniciante, digital e com alto potencial de escala se desenvolve.

-De que forma a sua experiência no Groupon influenciou sua carreira como empreendedora?

Pude acompanhar de perto uma startup que, à época já estava presente em mais de 40 países, ser criada e crescer junto com ela. No entanto, depois que abriram capital o clima da empresa mudou, a forma de trabalhar mudou e eu senti que era hora de, três anos depois, eu mudar também.


-Kickante: conte um pouco como foi a sua atuação no projeto

Saí do Groupon para ajudar a crescer a Kickante. Aqui já foi uma experiência mais próxima à gestão de um projeto realmente iniciante, menor e de alto impacto. Veja, na Kickante, ainda hoje, há projetos para arrecadar fundo e ajudar pessoas a tornarem seus sonhos realidade, para pagar tratamentos médicos, para apoiar das menores ONGs até aquelas internacionais.

Atuei desenvolvendo negócios na empresa, adorava especialmente lidar com músicos e apoiá-los na arrecadação para lançar seus novos álbuns. Aprendi muito com o crescimento da empresa, foi uma experiência importante e, dali, sai com a certeza de que continuaria a trabalhar com impacto.



-Quais dicas você daria para quem deseja executar um Crowdfunding no meio canábico? Quando é o momento certo e qual é a situação ideal para uma startup canábica recorrer ao Crowdfunding ? De que forma este meio de captação foi importante na trajetória da Dr. Cannabis?


Há tipos diferentes de Crowdfunding: o crowdfunding de doação, que é o que a Kickante faz muito bem, onde as pessoas contribuem com o seu projeto em troca de recompensas ou apenas pelo sentimento de ajudar. Esta modalidade pode ser útil principalmente para associações de pacientes ou até para custear tratamentos individuais de quem precisa.


Existe também o Equity crowdfunding, que é mediado para CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e funciona no modelo de mútuo conversível, isto é, indivíduos investem no negócio e, em contrapartida, poderão se converter em sócios dentro de um prazo acordado. Aqui, o investidor aplica um valor na empresa na expectativa de receber de volta um retorno maior, participando do sucesso da empresa.


A Dr Cannabis fez duas rodadas de equity Crowdfunding com a SMU Investimentos que foram muito bem sucedidas: a primeira em 2018 levantou R$750 mil para o desenvolvimento inicial do projetos e, no final de 2020, fechamos 100% da nossa meta com R$2 milhões captados para aprimorar a plataforma Dr. Cannabis para que seja cada vez mais fácil e ágil a pacientes e médicos terem e darem acesso à cannabis medicinal.


-Qual é o maior desafio de ser mãe e CEO de uma empresa canábica?

Acho que o fato de a empresa ser canábica tem pouca influência, meu filho até se diverte com o fato e conta pros amigos orgulhoso sobre o meu trabalho. Mas começar uma empresa do zero e apoiar uma vida nova do zero, são desafios grandes e cheios de responsabilidade. Sou grata por ter os dois e, o fato de ter o propósito forte de dar acesso à cannabis medicinal legal no Brasil, me ajuda a seguir nos momentos mais desafiadores.


-Como a sua família, principalmente a sua mãe, lidam com o fato de você trabalhar com Cannabis?


Meus pais sempre foram muito abertos a novidades e vanguardas. Um cuidado que eu tive antes de lançar a Dr. Cannabis foi o de estudar e embasar a minha decisão com estudos, ciência e verdade. Testei o argumento com meus pais e o resultado foi positivo, posso dizer que foi através deles o primeiro passo que eu dei para lançar a empresa.


-Sobre o reconhecimento da High Times: como você lida com o fato de representar as mulheres brasileiras em um ranking tão importante?


É uma honra! Temos tantas mulheres fortes no nosso mercado que é difícil citar só uma, foram as mães que pressionaram a Anvisa para que tivéssemos em 2015 uma primeira RDC. Vemos mulheres impressionantes nas associações (Cidinha, Guete Brito), nas empresas (Carol Heinz, Camila Teixeira) e muitas médicas pioneiras que seguem educando e acolhendo pacientes. É uma honra e uma responsabilidade.


-Cite 4 mulheres que são referência na suas áreas de atuação (cannabis, startups, saúde) e justifique o motivo para escolha de cada uma

Na Cannabis, me emocionou muito o depoimento da Page Figi, a mãe da Charlotte Figi, que deu nome ao Charlotte's Webs, no primeiro da High Times. Fiquei marcada ao ver ela dizer que, quando descobriu que o CBD podia controlar as convulsões da Charlotte, ela queria sentir alívio, mas sentiu na verdade uma indignação por aqui não ter-lhes sido oferecido antes. E transformou essa indignação em um movimento que ganhou proporções mundiais.


Em startups, eu aprendi demais (e ainda aprendo) com a Candice Pascoal, que é fundadora da Kickante e se tornou uma amiga. Candi é mágica, ela decide o que quer ver se tornar realidade e não para até que aquilo aconteça. Ela me inspira muito e sempre me aconselha quando preciso.


Na saúde, quem tem me inspirado muito ultimamente é a Evelyn Christian, ou Evelyn Trovão, como ela gosta de ser chamada. A Evelyn é paciente da Dr. Cannabis, convive com fibromialgia como comorbidade e descobriu no CBD uma forma de modular a sua dor. Há dias mais difíceis e outros de maior alegria no tratamento dela, a forma como ela lida com esses altos e baixos é muito especial. Vale acompanhar a história dela pelo perfil Eu Fibromialgia no Instagram.

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