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Conheça as Regras do Jogo Canábico

Sair na frente é essencial para startups empreenderem no mercado da Cannabis Ano: 2001: 11 de setembro: ataque às Torres Gêmeas Ano: 2007: lançamento do primeiro IPhone Ano 2020: Covid-19 Todos esses eventos mudaram o rumo da história. Todos alteraram a forma como a sociedade estava organizada naquele momento e suas mudanças são sentidas até hoje. Não sabemos quando acontecerão outros eventos como esses. Mas é certo que eles acontecerão. Para o empreendedor, a mudança de regras pode ser mortal se ele não estiver atento e não reagir rápido, mas também pode ser benéfica, criando oportunidades que ele pode usar a seu favor. A boa notícia é que as regras mudam para todos, e aqueles que estiverem prontos sairão na frente. A indústria de cannabis tem poucas regras definidas. Mesmo em mercados mais maduros, como o dos EUA, as regras se alteram todos os dias, com novos estados mudando as suas legislações, com novos produtos surgindo e com novos consumidores. O próprio mercado de CBD surgiu como resposta a uma lei federal (Farm Bill) que regulamentou o plantio de cânhamo em 2018 e fomentou o desenvolvimento de produtos com CBD. Dessa mesma forma, buscando atender à demanda de consumidores que queriam adquirir produtos legais e mais baratos com THC, foi criado o Delta-08, produto derivado da molécula de CBD e com propriedades parecidas com o THC.

Dois exemplos que surgiram após um grande evento no setor. Ganharam os empreendedores que rapidamente perceberam os novos caminhos do mercado e adaptaram os seus negócios para atender essa nova demanda. Apesar da planta existir a milhões de anos e o homem nunca ter deixado de consumi-la, o fato dela ter sido estigmatizada e proibida por tantos anos, faz com que agora seja uma nova indústria, com novos produtos, novos consumidores e novas oportunidades. Provavelmente a forma como a cannabis foi consumida na época que estava proibida será diferente da forma que ela será consumida conforme mais países a liberem. As necessidades, referências e hábitos dos consumidores serão outros e novos produtos e serviços serão demandados por esses novos consumidores. Trazendo para o Brasil, o processo não é diferente. Atualmente, o mercado brasileiro de cannabis é principalmente médico e deve continuar assim no futuro próximo. No entanto, com regras ainda em transição e, portanto, em um cenário de grandes riscos, as grandes empresas preferem manter sua atuação naquele território que dominam e não se arriscam. Isso cria oportunidade para startups que atuam de forma flexível e dinâmica e que conseguem navegar com maior liberdade nesse gap legislativo. Uma grande oportunidade está na própria lei, os parâmetros de qualidade que a Anvisa tem exigido podem preparar as empresas brasileiras para atender o mercado europeu. A Europa também tem estabelecido regras mais duras para produtos de cannabis, direcionando o mercado para produtos medicinais. À medida que os produtores e fabricantes da União Europeia começarem a importar as suas plantas e os seus subprodutos, provavelmente muita coisa irá mudar. O que acontecerá com empresas americanas que estão focando em produtos com baixo teor de cannabinoides? Um novo evento acontecerá e pode alterar novamente os rumos que a indústria de cannabis tomará. Mais uma vez ganhará aquelas empresas que estão atentas a esse novo movimento. Empresas canábicas que nascerem com a visão clara de que o momento é de transição, ou seja, de que é fundamental conhecer as regras atuais, mas saber que elas serão alteradas, serão as empresas que conseguirão prever o futuro de forma mais assertiva. Mas, vale lembrar, que em uma indústria em construção, o melhor é participar do processo, pois você pode ajustar as velas conforme os pequenos eventos forem acontecendo. Depois que a indústria estiver de pé, é muito mais difícil colocar um novo barco. Por isso, se você, mulher, estava em dúvida se agora é a hora de começar, tenha certeza de que esse é o momento e que existem milhões de consumidores e de empresas esperando o seu primeiro passo. Cintia de Carvalho Vernalha Freitas é casada e mãe de Vivian e Ricardo. Atualmente, mora na Flórida/EUA, onde se apaixonou pelo mercado de cannabis medicinal.

Graduada em administração de empresas pela Pontifícia Universidade Católica SP e pós graduada em comunicação pela Universidade de São Paulo, Cintia tem mais de 15 anos de atuação comercial em multinacionais de bens de consumo como Nestlé e Reckitt Benckiser. Na área farmacêutica, Cintia atuou na divisão de genéricos da EMS, a maior indústria farmacêutica brasileira, e participou do lançamento da Exeltis no Brasil. Hoje, atua como consultora para empresas que querem operar no mercado de cannabis brasileiro

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